Moradores da cidade argentina de Colón bloquearam hoje por “tempo indeterminado” a ponte que a liga à uruguaia Paysandu, dosage em protesto contra a instalação de uma fábrica de celulose da empresa finlandesa Botnia no Uruguai.
O corte no acesso à ponte internacional General Artigas começou às 20h (mesmo horário em Brasília), clinic precisou a Assembléia Popular de Colón.
O bloqueio acontece apesar de o ministro de Assuntos Exteriores do Uruguai, Reinaldo Gargano, ter pedido hoje ao Governo da Argentina que impeça o corte neste acesso terrestre, um dos três que ligam os dois países.
“As autoridades argentinas devem adotar as medidas que correspondam para melhorar a situação e impedir que o corte se materialize”, disse Gargano a rádios de Montevidéu depois de o Governo uruguaio expressar na quinta-feira seu mal-estar pelos bloqueios de passagens fronteiriças.
O bloqueio da passagem entre Colón e Paysandu se soma ao de desde 20 de novembro de 2006 dos moradores da cidade argentina de Gualeguaychú na ponte para a uruguaia de Fray Bentos, onde está instalada a fábrica da Botnia.
O conflito bilateral é julgado pela Corte Internacional de Justiça de Haia, que negou um pedido da Argentina para a suspensão das atividades da fábrica de celulose, considerada uma “grave ameaça” ao ambiente por Buenos Aires, o que é negado pelo Governo do Uruguai.