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Mundo

Argentina registra superávit comercial em 2025

Resultado confirma dois anos de “superávits gêmeos” sob Javier Milei, apesar de recuo em relação ao recorde histórico de 2024

Redação Jornal de Brasília

20/01/2026 17h33

Foto: Tomas Cuesta/AFP

Foto: Tomas Cuesta/AFP

A balança comercial argentina registrou um superávit de 11,286 bilhões de dólares em 2025 e consolida dois anos consecutivos de saldo positivo, informou o Instituto de Estatísticas (Indec).

O dado é divulgado depois de o governo ter anunciado, na sexta-feira, que em 2025 alcançou superávit fiscal, também pelo segundo ano consecutivo.

“Em 2025, a Argentina exportou bens no valor de 87,077 bilhões de dólares e importou 75,791 bilhões de dólares”, aponta o relatório publicado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Indec).

Embora se trate do segundo superávit comercial consecutivo, o resultado representou um recuo em relação ao montante de 2024, que havia sido o maior de toda a história argentina.

Com 18,899 bilhões de dólares de saldo positivo, o recorde de então foi explicado por uma queda das importações e um aumento das exportações agropecuárias após um ano de seca.

Em 2025, as exportações cresceram 9,3% na comparação anual, impulsionadas por produtos primários (+21,2%), manufaturas de origem agropecuária (+2,7%) e manufaturas de origem industrial (+6%).

O principal parceiro comercial da Argentina é o Brasil, com 12,771 bilhões de dólares em exportações argentinas e 18,424 bilhões de dólares em importações.

Na sexta-feira passada, o governo argentino informou que o país encerrou 2025 com superávit primário (antes do pagamento de juros da dívida) equivalente a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal global foi de 0,2% do PIB.

Assim, o presidente da Argentina, Javier Milei, registra dois anos consecutivos com os chamados “superávits gêmeos”, isto é, fiscal e comercial.

Antes de Milei, a Argentina não registrava superávit nas contas públicas desde 2010.

Além disso, em dois anos de governo Milei, a elevada inflação que historicamente afeta os argentinos foi reduzida de 211% em 2023 para 118% em 2024 e 31,5% em 2025.

O resultado de 2025 foi sustentado por um forte ajuste do gasto público, que incluiu redução de subsídios e congelamento de orçamentos em setores como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas.

AFP

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