Menu
Mundo

Argentina quer iniciar relação com o FMI sem <i>condicionamentos</i>

Arquivo Geral

27/08/2009 0h00

O ministro da Economia argentino, Amado Boudou, disse hoje que a Argentina busca instaurar uma nova etapa na relação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que desta vez esteja livre de “condicionamentos”.

“Do ponto de vista da presidente Cristina Fernández de Kirchner, o que é preciso fazer é reinstalar uma nova relação, uma relação sem condicionamentos”, disse Boudou, que hoje se reuniu em Buenos Aires com o diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do FMI, o chileno Nicolás Eyzaguirre.

Após a reunião, Boudou disse que o encontro com Eyzaguirre foi “muito positivo” e reiterou que a Argentina “deve ser escutada” pelo organismo multilateral, que “deve se aproximar das necessidades dos países emergentes”.

Boudou reiterou que a “Argentina não tem necessidade de pedir nada” ao organismo financeiro e sustentou que o reinício do diálogo com o FMI “faz parte da agenda de acesso da Argentina aos mercados internacionais”.

Em janeiro de 2006 a Argentina cancelou toda a dívida de US$ 9,5 bilhões com o FMI, depois que, em junho de 2005, concretizou com credores privados uma troca com o qual diminuiu em 65,4% passivos de US$ 102 bilhões em bônus não pagos.

Desde então, o Governo argentino manteve um discurso crítico sobre o papel do FMI na crise que atingiu o país em 2001-2002 e reivindicou reformas de fundo no organismo creditício.

Eyzaguirre disse hoje que estas revisões são “a base do diálogo e a confiança” entre os países e o FMI.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado