O chanceler da Argentina, store Jorge Taiana, no rx negou taxativamente hoje que se tenha pago um resgate para conseguir a libertação das duas voluntárias da organização Médicos sem Fronteiras (MSF) seqüestradas em Puntlândia, uma região semi-autônoma da Somália. “Nem o Governo argentino, nem o espanhol, nem a organização Médicos sem Fronteiras, nem as autoridades da Puntlândia pagaram resgate algum”, afirmou Taiana ao canal de notícias “C5N”.
“As autoridades de Puntlândia não quiseram que nós ou os espanhóis participassem da operação final para libertar” a enfermeira argentina Pilar Bauza e a médica espanhola Mercedes García, afirmou Taiana.
Ele reiterou que as duas voluntárias, libertadas hoje, “estão bem e a salvo”, hospedadas na cidade de Bosaso. “O bom é que foi uma negociação bem-sucedida”, da qual participaram diplomatas argentinos e espanhóis.
Taiana afirmou que os seqüestradores fazem parte de “uma milícia ou grupo tribal” da Somália, que vive “uma realidade muito complexa”. “Foi uma longa negociação e em algum momento estivemos preocupados, mas na última hora de ontem à noite já tínhamos uma idéia de que podiam ser libertadas”, comentou.
Bauza e García tinham sido seqüestradas em 26 de dezembro em Bosaso.
Matías Bauza, um dos irmãos da enfermeira da MSF, afirmou estar “muito contente” pela libertação das voluntárias e agradeceu as gestões que a organização humanitária e os Governos de Argentina e Espanha fizeram. “Falei hoje muito pouco com ela, só para sentir em sua voz que estava bem, mas cansada. Tivemos que racionar a conversa porque somos sete os membros da família Bauza e todos queríamos falar”, comentou.
“Sabíamos que a Somália era um lugar perigoso, mas nunca pensamos que seria seqüestrada. Vivemos dias pavorosos, mas com muito apoio das autoridades e a solidariedade das pessoas”, ressaltou.