A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, o presidente do México, Felipe Calderón, e o Governo da Bolívia afirmaram hoje que não reconhecem as eleições em Honduras.
Cristina e Calderón fizeram os pronunciamentos a partir do balneário português de Estoril, da 19ª Cúpula Ibero-Americana.
A presidente da Argentina classificou hoje as eleições de “uma ficção” e disse que as mesmas ocorreram “em meio à absoluta ilegalidade democrática”.
Já o presidente do México, Felipe Calderón, declarou nesta segunda-feira que a realização das eleições não é suficiente para o restabelecimento da ordem constitucional e advertiu o “retrocesso” da democracia na América Latina.
Por sua vez, o Governo da Bolívia reiterou sua posição sobre a crise política de Honduras e afirmou que não reconhecerá os resultados das eleições que se realizaram no domingo, vencidas pelo conservador Porfirio Lobo.
Em Lisboa, Cristina reiterou sua postura ao definir o pleito hondurenho como uma “paródia”, uma “ficção” democrática.
Também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “teve a mesma postura que a Argentina”.
Calderón lamentou que as eleições em Honduras ocorreram sem a presença de observadores internacionais.
O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, disse aos jornalistas que a posição do Governo “desde o início foi contundente, de rejeição ao Governo golpista” do presidente de fato, Roberto Micheletti.
“Não mudamos nossa posição em defesa da democracia e da rejeição absoluta ao golpe e de qualquer de suas medidas como a convocação ilegal de eleições”, expressou o vice-presidente da Bolívia.