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Argentina importará 600 mil metros cúbicos de gasóleo

Arquivo Geral

06/05/2008 0h00

A Argentina importará 600 mil metros cúbicos de gasóleo para cobrir o aumento da demanda, abortion anunciou hoje o secretário de Energia, Daniel Cameron, em meio a contínuas queixas de postos de gasolina pela falta de combustíveis.

Cameron observou que a escassez de combustíveis deve-se tanto a “problemas logísticos” das petrolíferas, como ao forte crescimento da economia e destacou que este ano o país está “melhor preparado” para enfrentar o aumento do consumo de energia durante o inverno.

“Em alguns postos de gasolina está faltando gasóleo, mas é porque o país está crescendo em um nível no qual a oferta fica muito próxima à demanda”, comentou Cameron à emissora de rádio “Cadena 3”.

Diante desse cenário, o secretário informou que serão importados 600 mil metros cúbicos do combustível, “que em 60 ou 90 dias estarão no mercado argentino”.

O preço internacional do gasóleo supera em US$ 40 (por metros cúbicos) o vigente no país – por conta de restrições do Governo – o que leva as petrolíferas a não quererem importar o combustível.

Assim, espera-se agora que o Executivo reative um acordo pelo qual a estatal Energia Argentina (Enarsa) assumirá a diferença de preços, além de permitir que o combustível seja importado com isenção de impostos por meio de um convênio com a Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA).

Enquanto isso, motoristas e postos de gasolina mantêm suas queixas pela falta de combustíveis; que, de acordo com os analistas, é conseqüência de um aumento da demanda superior ao da oferta. Segundo ele, as refinarias do país possuem hoje a mesma capacidade do início dos anos 1990.

“Nunca aconteceu um desabastecimento semelhante”, afirmou na sexta-feira Luis Malchiodi, presidente da Federação de Entidades de Combustíveis da Província de Buenos Aires, a mais povoada do país.

A companhia petrolífera hispano-argentina Repsol-YPF, que lidera o mercado local de hidrocarbonetos, afirmou que refina todo o cru extraído e atribuiu a escassez a problemas de distribuição que, segundo ela, já foram superados.

A Petrobras, segunda mais importante no mercado local, também mencionou o mesmo tipo de problema.



 

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