A Argentina finaliza, nesta sexta-feira (21), os preparativos para as eleições gerais do próximo domingo nas quais concorrerão sete candidatos à Presidência. A atual governante, Cristina Fernández de Kirchner,é a grande favorita à reeleição.
No domingo também serão realizadas eleições locais em nove províncias, entre elas a de Buenos Aires, maior distrito eleitoral do país. Serão renovadas 130 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço das 72 vagas do Senado. Cerca de meio milhão de cidadãos se mobilizarão para cuidar de todos os detalhes do pleito, desde o controle das mesas eleitorais até a segurança.
As pesquisas apontam a reeleição de Cristina Kirchner, líder do peronista Frente para a Vitória, para outro mandato de quatro anos ainda no primeiro turno, com cerca de 55% das intenções de voto e 30 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, Hermes Binner, da Frente Ampla Progressista.
A expectativa da oposição é evitar que Cristina exerça seu segundo mandato consecutivo com a maioria e o quórum governista nas duas câmaras do Parlamento, que havia perdido nas eleições de 2009. A vitória da atual presidente já foi admitida direta ou indiretamente por seus principais rivais, que dedicaram as últimas semanas a pedir aos eleitores que elejam opositores para as cadeiras parlamentares em jogo e com isso impedir uma “hegemonia absoluta” do Governo.
Um total de 28,6 milhões de argentinos – 50 mil deles residentes no exterior – está convocado a votar em 86.061 mesas distribuídas nas 12.728 zonas eleitorais instaladas no território nacional e em outros países.
O Diretor Nacional Eleitoral, Alejandro Tulio, afirmou à Agência Efe que nestas eleições trabalharão 180 mil presidentes de mesa, 250 mil fiscais, 20 mil delegados eleitorais e 100 mil empregados do serviço estatal de correio, além de 115 mil agentes das forças armadas e de segurança nos 24 distritos eleitorais do país. O voto é obrigatório para os argentinos entre 18 e 70 anos.