Os chefes de estado somaram 14 novos convênios bilaterais aos 63 projetos em andamento.
O encontro busca reforçar as relações para 2010, quando Argentina e Venezuela celebrarão 200 anos das revoluções que deram início ao processo de independência da Espanha.
Entre os acordos firmados por Cristina e Chávez está o envio de equipamento médico à Venezuela no valor de US$ 9.150.770; a exportação de dez mil veículos ao país caribenho durante o próximo ano; e a exploração de jazidas de petróleo para futuro fornecimento à Argentina.
Outro acordo contempla o aumento de quatro para sete voos semanais entre os dois países, por meio das companhias aéreas Aerolíneas Argentinas e Conviasa, além de um code-share entre ambas.
“É um acordo que beneficia mais as companhias aéreas, mas prefiro isso que ter as empresas da América do Norte dominando e maltratando nosso povo”, comentou Chávez durante discurso na sede do Governo argentino, após uma reunião de aproximadamente uma hora com a presidente argentina.
Durante visita feita hoje ao estaleiro argentino Tandanor, em Buenos Aires, também ficou acertada a construção e exportação à Venezuela de 50 barcaças tanque, dez rebocadores e seis navios tanque.
Chávez admitiu que seu país tem “pouca experiência” em alguns setores e destacou a “ajuda” da Argentina para levar adiante alguns projetos.
“Temos uma inédita oportunidade para coroar a independência da Argentina e da Venezuela. Se ficarmos dentro dos limites de nossos países, não há independência possível”, ressaltou o presidente da Venezuela.
No pronunciamento, ele voltou a fazer críticas aos Estados Unidos e afirmou que “o império” quer impedir a união entre argentinos e venezuelanos. Segundo Chávez, o último exemplo “são as bases militares” que os americanos querem instalar na Colômbia.
Os países também assinaram acordos para o intercâmbio de tecnologia, a formação e especialização de profissionais da saúde e o fornecimento de 165 ambulâncias de fabricação argentina.
A Argentina também ofereceu cooperação com a Venezuela na transferência de tecnologia referente ao Gás Natural Veícular (GNV).
Os membros da comissão bilateral, formada por ministros e secretários de Estado, estiveram reunidos segunda e terça, em Buenos Aires, para ratificar a lista de projetos bilaterais.
A lista também inclui cooperação na área de cultura, promoção turística conjunta e a transferência de conhecimento a empresas venezuelanas através do estatal Banco Nación.
Dando como exemplo a “complementaridade” de Argentina e Venezuela, Cristina Fernández de Kirchner pediu a todos os países que “redobrem” os esforços para “superar as assimetrias” das economias latino-americanas.
Ela espera que, em março de 2010, quando os grupos voltarão a se encontrar em Caracas, parte do que foi assinado em Buenos Aires já seja realidade. Fernández e Chávez se reunirão a cada três meses para revisar o andamento dos projetos.