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Mundo

Argentina acusa Petrobras e Shell de provocar desabastecimento de combustível

Arquivo Geral

10/03/2010 20h37

O governo argentino acusou, nesta quarta-feira (10), as empresas Petrobras e Shell, de refinarem pouco petróleo para provocar desabastecimento de combustível e forçar um aumento de preços.

 

Pela primeira vez em tres décadas, a Argentina, que é produtora e exportadora de petróleo, foi obrigada a importar combustível. As empresas petrolíferas atribuem a escassez ao aumento do consumo.

 

Nos últimos 11 anos, a produção de petróleo da Argentina tem caído. Segundo economistas, há pouco incentivo à industria. O governo limitou a US$ 42 o preço do barril exportado (a diferença vai para o Estado) e subsidia os preços internos (que são até 15% menores do que a média internacional).

 

O ministro do Planejamento, Julio De Vido, acha que o problema não é a capacidade instalada e o aumento da demanda. Ele responsabiliza também a Shell e a Petrobras. Num comunicado à imprensa, De Vido disse que “as petrolíferas Petrobras e Shell relutam em refinar petróleo para desabastecer o mercado, obrigando a YPF a aumentar seus preços.”

 

Responsável pelo abastecimento de 57,3% do mercado argentino, a Repsol-YPF comercializa seu petróleo a preços mais baixos que as outras empresas petrolíferas. Uma fonte da YPF disse ontem (9) que ela foi a única empresa petrolífera que aumentou suas vendas – as demais baixaram.

 

“Como empresa com participação nacional, a YPF mantém um preço testemunha no mercado, que a atitude irresponsável da Shell e da Petrobras buscar alterar, fazendo com que os consumidores paguem preços mais altos”, disse o ministro do Planejamento.

 

Na terça-feira (9), mal surgiram noticias de desabastecimento, a Petrobras enviou um comunicado à imprensa, informando que suas refinarias “estão operando com normalidade e processando a totalidade de sua produção de petróleo cru”. A empresa também informou que está comprando petróleo cru mo mercado local para manter abastecida sua rede de comercialização de combustíveis.

 

O ministro do Planejamento, no entanto, insiste que a Petrobras e a Shell não estão usando toda sua capacidade e que governo argentino vai intervir “para obrigar as refinadoras a utilizarem sua capacidade máxima”. Se for necessário, também limitará as exportações para manter o mercado local abastecido. De Vido disse ainda que transmitiria à Embaixada do Brasil sua preocupação com “a atitude pouco ética” da Petrobras.

 

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