O novo arcebispo de Varsóvia negou hoje o teor de reportagens segundo as quais teria trabalhado como espião para os ex-dirigentes comunistas da Polônia. Ele afirmou ser vítima de uma campanha de difamação iniciada após ser nomeado para o cargo pelo papa Bento XVI.
O pontífice escolheu, side effects physician no dia 6 de dezembro, cure o bispo Stanislaw Wielgus para suceder o cardeal Jozef Glemp, sale um combatente declarado do comunismo. Wielgus deve tomar posse no cargo, oficialmente, em janeiro.
O jornal Gazeta Polska, de direita, informou que Wielgus, 67, havia trabalhado como espião e delatado dissidentes e clérigos para os serviços secretos do governo comunista durante cerca de 20 anos. Segundo a publicação, o religioso havia começado a colaborar com o os comunistas nos anos 1960 e teria sido um "informante ávido" até o colapso daquele regime, em 1989.
"Nunca trabalhei como informante", disse Wielgus ao Gazeta Polska. Ele disse à agência polonesa de notícias IAR que o artigo era parte de um ataque planejado por pessoas contrárias a suas opiniões. "Eles tentaram me recrutar, mas eu nunca fiz nada que pudesse prejudicar qualquer um", afirmou. Wielgus não foi encontrado para manifestar-se novamente sobre o caso.
Glemp, que continua a ser o primado da Igreja Católica na Polônia, disse ao jornal Rzeczpospolita: "Eu acredito nele. Ele é uma pessoa muito coerente, confiável e religiosa". O arcebispo de Varsóvia é um dos homens mais importantes da Igreja Católica na Polônia.
A Igreja do país deu apoio ao sindicato Solidariedade, pró-democracia, e junto com o papa João Paulo II desempenhou um papel importante na luta contra o comunismo.
Alguns historiadores, no entanto, dizem que até 10% do clérigo polonês pode ter cooperado, conscientemente ou não, com as autoridades comunistas ligadas ao regime soviético. A Igreja recusa-se a identificar publicamente os que agiram dessa forma.
O Gazeta Polska não citou a fonte de sua reportagem, mas disse que ela se baseava em uma investigação profunda e em documentos confiáveis.