A edição saudita do diário, que goza de especial prestígio no mundo árabe, não circula no país desde a última segunda-feira.
Fontes do jornal, citadas pelo site da televisão “Al-Arabiya”, atribuíram a medida a “diferenças de ponto de vista” entre a direção do “Al-Hayat” e o departamento de censura sobre algumas notícias relacionadas ao reino wahhabista.
Embora não tenham revelado a natureza das notícias em questão, as fontes indicaram que o site do “Al-Hayat” continha, na segunda-feira, notícias sobre a presença de cidadãos sauditas entre os membros do braço iraquiano da rede terrorista Al Qaeda, a situação dos trabalhadores estrangeiros no reino e a alta no preço de alguns produtos.
As mesmas fontes se queixaram que a edição saudita do periódico, lançada em 2005, tenha que ser aprovada diariamente pelo departamento de censura antes de ser distribuída.
O “Al-Hayat”, que é editado em Londres, foi fundado em 1946 pelo libanês Kamel Morweh, e é desde o início da década passada propriedade do vice-ministro da Defesa saudita, príncipe Khaled bin Sultan bin Abdul Aziz.