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Mundo

Arábia Saudita reconhece sua preocupação com combustíveis alternativos

Arquivo Geral

22/04/2008 0h00

A Arábia Saudita reconheceu hoje que os países produtores de petróleo estão preocupados com a concorrência representada pelos combustíveis alternativos, sildenafil como os biocombustíveis, e com a ambição de muitos países em alcançar “independência energética”.


A intranqüilidade das nações produtoras de petróleo freia investimentos na indústria do setor, explicou o ministro de Petróleo e Recursos Minerais saudita, Ali al-Naimi, em seu discurso no Fórum Internacional da Energia (IEF, em inglês), que termina hoje em Roma.


“Observei um nível sem precedentes de incerteza, dúvidas e até medo nas conversas sobre o futuro da energia e seu impacto nas perspectivas da economia global”, explicou.


Naimi afirmou que “os elevados preços do petróleo, as tensões geopolíticas, o novo papel do petróleo como instrumento financeiro, as preocupações sobre a mudança climática e a crescente popularidade da noção de independência energética estão elevando os níveis de ansiedade entre os produtores e os consumidores”.


O ministro saudita descreveu, em seguida, os temores de cada uma das partes.


“As notícias sobre o esgotamento do petróleo eleva o temor entre os consumidores sobre os cortes e insuficiências de fornecimento para manter o crescimento econômico”, declarou.


No entanto, “ao mesmo tempo, os pedidos para substituir o petróleo por combustíveis alternativos em nome da segurança energética eleva entre os produtores a angústia de enfrentar um futuro com demanda em diminuição do produto que é sua principal fonte de entrada”.


Este panorama freia os investimentos, segundo Naimi, pois os produtores não se arriscam em destinar mais recursos a uma indústria que poderia ir se extinguindo paulatinamente.


Contudo, o ministro saudita acredita que todos estes medos são “injustificados” e apostou no “diálogo” para superá-los.


Defendendo a posição dos produtores, Naimi destacou que este “não é o momento de entrar em pânico e se prender a soluções exóticas e soluções não provadas”.


Naimi afirmou que “inequivocamente”, o mundo não está ficando sem petróleo, pois existem reservas de petróleo para os próximos “cinqüenta anos” e destacou como verdadeiro desafio conseguir que os combustíveis fósseis “sejam mais limpos” para fazer frente à mudança climática.


Prova dos temores expressados por Naimi e do freio dos investimentos no setor, foi sua exigência, em duas ocasiões de seu discurso, para que se reconheça que “os hidrocarbonetos continuarão sendo a principal fonte de energia em um futuro próximo”.


 

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