“Nunca houve nenhuma tentativa por parte de nenhum árabe de isolar a Síria, que não pode ser isolada de nenhuma maneira porque ela está no coração da comunidade árabe”, disse Faisal em entrevista coletiva realizada em Riad.
A Arábia Saudita e o Egito criticaram a Síria por não esforçar o suficiente para resolver a crise institucional vivida pelo Líbano, sem presidente desde novembro.
Esses países pressionaram a Síria para que usasse sua influência sobre a oposição para facilitar a eleição de um novo chefe de Estado antes da cúpula.
Após o fracasso das negociações entre a maioria parlamentar anti-Síria, apoiada pela Arábia Saudita, e a oposição, liderada pelo Hisbolá – aliado da Síria-, esses três países decidiram enviar delegações de baixo escalão, e o Líbano boicotou a cúpula.
Faisal acusou a oposição de bloquear a iniciativa árabe para a solução do conflito libanês e lançou acusações contra esses grupos por suas críticas à Liga Árabe.
“Infelizmente, a questão não se limita a boicotar a iniciativa árabe, mas aos ataques contra a Liga Árabe para tentar enfraquecer seu papel no fortalecimento das relações árabes”, disse antes de destacar que a Liga Árabe é um símbolo que não pode ser agredido.
O ministro de Exteriores saudita também se mostrou confiante de que a Cúpula da Liga Árabe terá provas de avanços para a aplicação do plano árabe de paz.
Esse plano prevê a eleição imediata de um presidente, a formação de um Governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral.