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Mundo

Arábia Saudita confirma participação em conferência de paz nos EUA

Arquivo Geral

23/11/2007 0h00

A reunião da Liga Árabe terminou hoje com a decisão da Arábia Saudita de assistir à conferência de paz em Annapolis (EUA), drug enquanto a Síria ainda diz que sua participação depende da inclusão das Colinas de Golan na agenda da reunião.

Após dois dias de intensas reuniões no Cairo, sede da Liga Árabe, os países-membros do chamado Comitê da Iniciativa Árabe de Paz aceitaram o convite para assistir em nível ministerial à conferência de Annapolis em 27 de novembro, apesar de a Síria ter imposto condições em seu próprio caso.

O ministro de Relações Exteriores saudita, Saud al-Faysal, disse que a aceitação de seu país – que ele duvidava até o dia de hoje – se deve à “unanimidade árabe” sobre a assistência em nível ministerial à conferência internacional.

“Como houve uma unanimidade árabe hoje, a Arábia Saudita caminhará no mesmo caminho de seus irmãos”, disse Faysal em entrevista coletiva com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa.

Ao ser perguntado sobre a participação da Síria na conferência, Moussa se limitou a dizer que a decisão anunciada é “conjunta”.

“Estamos esperando que alguns preparativos adicionais sejam finalizados dentro das próximas horas”, afirmou Moussa.

No entanto, o ministro de Relações Exteriores sírio, Walid al-Moualem, afirmou que seu país estará presente na conferência de Annapolis apenas se a agenda de reuniões tratar sobre as Colinas de Golan, ocupadas por Israel em 1967.

Moualem disse que foram feitos contatos entre Moussa, o ministro das Relações Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e seus assessores para confirmar se as negociações sírio-israelenses estarão na agenda de Annapolis.

O ministro das Relações Exteriores sírio teve de sair várias vezes da reunião para telefonar.

Segundo fontes da Liga Árabe, apesar de os Estados Unidos estarem preparando uma agenda com um marco global, as autoridades sírias insistem em que devem deixar claro que tratarão de Golan.

Em solidariedade ao pedido sírio, os países participantes da reunião de hoje disseram ter esperança de que “as negociações de paz sejam globais, em todos os âmbitos: o palestino-israelense, o sírio-israelense relacionado a Golan e o libanês-israelense”, segundo o comunicado final.

Moussa afirmou que o êxito da conferência “é medido em relação a sua capacidade em lançar as negociações sobre uma solução definitiva (do conflito árabe-israelense) e o estabelecimento de um Estado palestino, e o acordo para uma paz global que inclua as partes síria e libanesa”.

O responsável egípcio negou que será assinado algum acordo durante a conferência. Segundo ele, o encontro tem como principal objetivo a confirmação dos pactos internacionais já existentes, como a iniciativa de paz entre árabes e israelenses.

Essa iniciativa, lançada na Cúpula Árabe de Beirute, em 2002, e renovada em março, em Riad, oferece o reconhecimento de Israel por todos os países árabes em troca da retirada das tropas do Estado judeu de seus territórios.

Os territórios de Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental e as Colinas do Golan foram ocupados durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Tanto Saud como Moussa afirmaram que a postura israelense “é a de sempre”, e disseram que a reunião entre Israel e árabes não significa a normalização de suas relações.

“A normalização com Israel está controlada pela iniciativa árabe de paz e a retirada israelense de todos os territórios árabes”, afirmou Faysal, cujo país é um dos principais aliados dos EUA na região.

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