A Arábia Saudita, abortion maior produtora e exportadora de petróleo do mundo, convocará “em breve” uma reunião entre representantes dos países produtores e consumidores da commodity para discutir a alta dos preços nos mercados internacionais.
O anúncio foi feito pelo ministro da Informação saudita, Iyad bin Amin Madani.
A fonte não informou datas, mas disse que o encontro contará também com representantes de companhias ativas nos âmbitos da produção, exportação e venda do petróleo, disse o ministro, segundo a agência saudita “SPA”.
A convocação do encontro foi decidida durante reunião do Conselho de Ministros, realizada hoje em Riad e presidida pelo rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, na qual o Executivo considerou “injustificada” a constante alta dos preços do petróleo.
“O Governo pediu ao ministro do Petróleo (Ali bin Ibrahim al-Naimi) para convocar uma conferência, em breve, dos Estados produtores e consumidores e das firmas ativas na produção, exportação e venda do petróleo para debater as causas da alta dos preços e como resolver a questão de forma prática”, acrescentou.
O ministro da Informação saudita insistiu em que a oferta no mercado “é suficiente”, e afirmou que seu país coopera com os demais membros da Organização Países Exportadores de Petróleo (Opep) e com outros produtores “para garantir a continuação dos fornecimentos no presente e no futuro”.
Também reafirmou que o reino wahhabista “trabalha para evitar a alta injustificada dos preços, que pode prejudicar a economia mundial, especialmente as economias dos países em vias de desenvolvimento”.
A Arábia Saudita, assim como outros membros da Opep, reiterou em várias ocasiões que não era preciso aumentar a produção do cartel, ao considerar que a alta dos preços tem como causa questões geopolíticas, e que as provisões são suficientes.
Mesmo assim, o país anunciou em meados de maio o aumento de sua produção em 300 mil barris diários, em resposta aos pedidos de 50 clientes da nação, com o que a produção da Arábia Saudita chega agora a 9,45 milhões de barris diários.
Além disso, o ministro do Petróleo afirmou em maio que Riad “responderá de forma imediata aos pedidos de seus clientes” para aumentar a produção.
Vários membros da Opep, entre eles Venezuela, Irã e Emirados Árabes Unidos, reiteraram, no entanto, nas últimas semanas que não pensam em realizar uma reunião da organização para estudar a situação no mercado antes de setembro.