Os árabes classificaram, prostate story hoje, thumb de decepcionante o encontro de Roma sobre o Líbano e acusaram os Estados Unidos de ignorar a vontade mundial por um cessar-fogo imediato entre Israel e a guerrilha Hezbollah.
Mas alguns líderes árabes viram como algo positivo o fato de o governo norte-americano estar isolado e de que possa mudar de posição se Israel não conseguir fazer progressos na campanha militar realizada no sul libanês.
A conferência de Roma, que reuniu 15 governos, mas da qual estiveram ausentes Israel, Síria e Irã, não pediu um cessar-fogo imediato, como queriam os grandes países árabes. Ao invés desse apelo, o encontro terminou com um comprometimento dos participantes em dar início imediatamente a esforços para tentar colocar fim aos conflitos.
Segundo diplomatas, os EUA desejam conceder a Israel mais tempo para minar militarmente o Hezbollah, pressionando a guerrilha a aceitar os termos norte-americanos e israelenses de um acordo.
Mas os governos árabes argumentam que um número excessivo de civis tem sido morto na ação militar e que o eventual acordo deveria ser discutido depois de uma trégua. "O mundo todo vem sendo mantido refém por apenas um país, os EUA", afirmou um diplomata árabe, que pediu para não ser identificado. "Os únicos que podem realmente fazer pressão são os europeus, e, ultimamente, eles estão deixando as coisas de lado".
Acho que há uma tendência geral de isolar os EUA de uma forma ou de outra porque há um consenso disseminado a respeito do cessar-fogo", disse Mohamed Habib, vice-líder do movimento egípcio Irmandade Muçulmana.
"Ficou claro que o governo norte-americano estava de um lado e que a comunidade internacional estava de outro. Isso mostra que há uma tendência de racha e que as partes podem se afastar ainda mais", acrescentou.
No entanto, um diplomata árabe que participou do encontro afirmou que, na verdade, os EUA contavam com o apoio da Grã-Bretanha e do Canadá, o que diminuía o grau de seu isolamento. "Os canadenses adotaram uma postura contundente ao condenar o Hezbollah e não falaram nada sobre Israel. Os outros estavam preocupados com as questões humanitárias", afirmou.