O mestre do sushi, shop o venerado Jiro Ono, cost está cada dia mais preocupado com os efeitos do aquecimento global sobre os produtos que oferece em seu pequeno restaurante em Tóquio, tadalafil merecedor de três estrelas no famoso “Guia Michelin”.
“É algo incrível. Ultimamente tenho notado muito isso”, confessa à Agência Efe de trás do balcão do seu estabelecimento, o Sukiyabashi Jiro, que serve o melhor sushi do mundo desde 1965, graças ao equilíbrio em seu preparo, ao controle da temperatura e ao frescor dos ingredientes, escolhidos todos os dias com zelo.
Aos 82 anos, Ono Taisho (mestre Ono), que sempre protege suas mãos com luvas quando não está trabalhando, é uma personalidade muito respeitada no Japão.
Seu rosto sorridente ganhou várias capas de revistas e suplementos quando, em novembro, o “Guia Michelin” deu um total de 191 estrelas (o dobro da quantidade ganha por Paris) aos restaurantes de Tóquio, decretando a cidade como a líder mundial em alta cozinha.
Três dessas 191 estrelas foram para o modesto Sukiyabashi Jiro, que fica no subsolo de um edifício do luxuoso bairro de Ginza e tem apenas 22 lugares – dez no balcão – e uma pequena cozinha.
Comer lá, no entanto, custa caro: 27.000 ienes (175 euros). Mas a comida compensa, já que o menu de 20 sushis preparados por Jiro Ono e seu filho Yoshikazu, de 49 anos, é considerado inigualável.
Além de o peixe ser o melhor do Japão e de a temperatura do arroz variar de acordo com o tipo do sushi, o atendimento ao cliente é excelente, e quase exclusivo.
Mas, como explica o renomado sushiman, há “cinco ou seis anos”, o aquecimento global vem alterando a temperatura da água e agora, para capturar um bom atum vermelho no litoral do Japão, é preciso buscar entre centenas.
“A temperatura do mar está aumentando. Antes, era possível oferecer diferentes tipos de pescado em cada estação. Mas, agora, muitos não são encontrados. E quando são, não são bons. Os atuns pescados aqui não têm tanta gordura como antes”, destaca Jiro Ono.
“De cada cem atuns pescados, um é bom. Às vezes, nem isso”, acrescenta o mestre.
Em seu restaurante, Ono quase não fala enquanto serve seus fregueses. Além disso, prepara o arroz para os sushis – sempre com o mesmo número de grãos, nem um a mais, nem um a menos – com uma técnica peculiar, já que é canhoto.
O sushi é uma arte para Ono, para quem aquilo que é feito em outros países por cozinheiros “que nem são japoneses” é apenas um bolo de arroz com um pedaço de peixe em cima.
O mestre japonês, que nunca provou um desses sushis, come de todos os tipos de carne, desde que sejam de boaqualidade.
Ono conta que virou um obcecado por sushis em 1951, quando chegou a Tóquio e provou a melhor combinação de shari (arroz papa) com pescado de sua vida. Desde então, quis dedicar a isso.
Nascido no seio de uma família humilde e após muitas décadas de trabalho, ele é hoje o sushi shokunin (especialista em sushi) mais respeitado do Japão, e sua fama ultrapassa fronteiras.
Seu segredo? Ele mesmo revela: “Quando uma pessoa trabalha, sua trilha nunca chega ao fim. Sempre é preciso tentar melhorar. Talvez, quando me aposentar, deixe de me preocupar por isso”.
Mas, por enquanto, Ono diz que não pretende descansar, já que o restaurante não pára.