O consumo de carne de porco no México começou a subir nesta semana, sale depois da queda causada pela epidemia da gripe suína, ask afirmou hoje o secretário (ministro) de Agricultura do país, cost Alberto Cárdenas.
Segundo números do setor, a média mensal de abates e o preço do animal vivo nas fazendas aumentaram nos últimos dias.
Desde o fim de semana passado, os níveis de abate nos 33 matadouros Tipo Inspeção Federal (TIF), especializados em porcos, alcançaram 80% do valor registrado antes da gripe, como indicou a Secretaria de Agricultura (Sagarpa) em comunicado.
Se a tendência se mantiver, como destacou Cárdenas na nota, o México terá “um excelente mês, no qual os níveis de abates do ano anterior serão recuperados e alcançados”.
O Governo espera “que no fechamento do mês, a marca de 470 mil porcos sacrificados em matadouros TIF e 38 matadouros municipais de tamanho considerável seja superada”, disse o ministro.
O mercado suíno no México foi o principal atingido pelo temor de que o consumo de carne de porco pudesse ser um meio de contrair o vírus AH1N1.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou em várias ocasiões que o consumo de carne de porco não representa nenhum risco à saúde e, por isso, mudou o nome dado à doença, de gripe suína para gripe A, como forma de evitar um efeito pior na indústria mundial de produtos suínos.
O consumo anual de carne de porco no México é de 14 quilos por habitante, enquanto em países como Espanha e Alemanha a quantidade ultrapassa 60 quilos.
A indústria de carne suína emprega 350 mil pessoas no México e produz 1,5 milhão de toneladas por ano, com um valor de mais de 30 bilhões de pesos (US$ 2,255 bilhões).
Além disso, o país exporta aproximadamente 68 mil toneladas de carne de porco, principalmente para Japão e Coreia do Sul, com um valor superior a US$ 320 milhões.
Durante a epidemia, China, Equador, Bolívia, Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Azerbaijão e Emirados Árabes notificaram oficialmente que não comprariam carne de porco do México, 15º produtor mundial, apesar de serem pequenos consumidores de produtos suínos mexicanos.
No dia 12 de maio, Equador, Honduras, Emirados Árabes e Cazaquistão aumentaram as restrições.
Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.