O Conselho Constitucional da Mauritânia, treat última instância judicial do país, treatment anunciou hoje a validade das eleições presidenciais realizadas no último sábado e proclamou como vencedor o general golpista Mohammed Ould Abdelaziz.
Segundo o presidente do tribunal, Abdalahi Ould Ely Salem, os recursos foram indeferidos por falta de provas.
A tentativa de impugnar a eleição foi dos três principais candidatos da oposição, que acusaram Abdelaziz de orquestrar uma fraude eleitoral para vencer já no primeiro turno.
Abdelaziz “obteve a maioria absoluta requerida no primeiro turno, com 52,47% dos votos”, disse Salem antes de ler, um a um, os resultados de todos os candidatos, praticamente idênticos aos anunciados ainda no domingo pelo Ministério do Interior.
Os três candidatos que contestaram as eleições foram Mesaud Ould Buljeir (1,66% dos votos), Ahmed Ould Dadah (13,46%) e Ely Ould Mohammed Vall (3,78%).
O presidente do Conselho Constitucional informou que as deliberações foram baseadas nos relatórios verbais facilitados pelos juízes que representam o órgão em cada circunscrição eleitoral, assim como nas opiniões manifestadas pelo Ministério do Interior e pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni).
Segundo ele, “os relatórios verbais dos representantes constataram a transparência e a limpeza” da operação, enquanto o Ministério do Interior explicou que os recursos apresentados não forneciam mais que “ideias gerais, não apoiadas em provas”.
Salem, acompanhado por cinco membros do tribunal, acrescentou que a Ceni divulgou hoje um comunicado no qual afirmava a limpeza das eleições presidenciais.
Apesar disso, o presidente da Ceni, Sid Ahmed Ould Dey, renunciou hoje ao cargo por suas dúvidas sobre a limpeza das eleições presidenciais.
“Havendo constatado como muitos outros que as presidenciais de 18 de julho se desenvolveram normalmente na forma, as queixas que recebi assim como o conteúdo dos recursos dirigidos ao Conselho Constitucional semearam em mim a dúvida sobre a confiabilidade desse pleito”, assinalou Ould Dey.