O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que deixará a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que segundo ele divulgou um relatório “inefável e ignominioso” sobre a situação no país.
Chávez anunciou também que o Governo se prepara para denunciar o acordo com o qual a Venezuela aderiu ao organismo, que pertence à Organização dos Estados Americanos (OEA).
“(A Venezuela) vai denunciar o acordo através do qual se inscreveu (…) nessa nefasta Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e sairemos daí então”, disse o presidente em entrevista coletiva.
Segundo ele, “não vale a pena” continuar na comissão. “É uma máfia”, afirmou.
Chávez qualificou o recente documento sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela de “outro relatório da inefável CIDH”, que seria formado por “uma colcha de retalhos”.
O presidente ainda reiterou as críticas sobre o valor moral da comissão, ao acusá-la novamente de ter “apoiado” o golpe de Estado que o derrubou por 48 horas em abril de 2002.
O relatório da CIDH, divulgado ontem, assegura que na Venezuela existem “sérias restrições” aos direitos humanos devido a intolerância política, falta de independência dos poderes de Estado, liberdade de expressão restrita, hostilidade com dissidentes, violência e impunidade.