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Mundo

Após 72 horas críticas, Defesa Civil peruana consegue organizar ajuda

Arquivo Geral

20/08/2007 0h00

A Defesa Civil do Peru conseguiu organizar a assistência ao litoral central do país, order devastado pelo terremoto de quarta-feira, hospital após “72 horas críticas de confusão e caos que sempre ocorrem nestes casos”, capsule segundo o responsável pela coordenação, James Atkins.

O tremor, de 8 graus na escala Richter, atingiu o país na quarta-feira e deixou mais de 500 mortos e 80 mil desabrigados. Diretor de emergências da Defesa Civil peruana, Atkins critica alguns noticiários que afirmam “estar tudo desorganizado” e ressaltou que “uma catástrofe nunca é organizada nem avisa” quando vai chegar.

“Nós viemos e cumprimos nossa função, meu pessoal está com apenas duas horas de sono até hoje, desde a manhã de quinta-feira, como todos os que estão aqui, como todas as ONGs e instituições estatais”, acrescentou Atkins à agência Efe.

O responsável por coordenar a emergência no aeroporto de Pisco e principal encarregado de distribuir a assistência que chega de todo o mundo responde às críticas sobre falta de organização e coordenação ao indicar que “os caminhões entram e saem, com toneladas e toneladas de ajuda”.

Atkins, um engenheiro de 60 anos, responde a todos e atende os pedidos na medida de suas possibilidades. Nas últimas horas, o funcionário visitou os treze albergues que acolhem milhares de desabrigados que ficaram sem lar em Pisco.

Ele afirmou que há 3 mil pessoas somente no albergue do Complexo Atlético Pisqueño, “onde será instalado um hospital usado pela delegação cubana com os últimos avanços médicos”.

Os outros 12 albergues também contam com serviços médicos, alguns deles com hospitais completos vindos de Estados Unidos, Espanha e do próprio Ministério da Saúde peruano, além de equipamentos da Colômbia, Coréia e Equador, entre outros países.

Seis novos hospitais de campanha enviados pela cooperação internacional iniciaram hoje suas atividades na região mais afetada, com a administração de cubanos, americanos e espanhóis em coordenação com os responsáveis da Defesa Civil peruana.

Este atendimento imediato de emergência, a primeira fase da operação iniciada na quinta-feira, vai durar, segundo Atkins, “pelo menos três meses”, nos quais deverá ser mantido o envio de ajuda, embora não na quantidade que chega agora.

Nos primeiros quatro dias, chegaram ao aeroporto de Pisco 250 vôos procedentes do resto do Peru e de outros países, com pelo menos mil toneladas de ajuda e diversos socorristas, médicos e especialistas em desastres.

A segunda fase da operação será a de reabilitação e a terceira, de reconstrução, afirma o alto cargo da Defesa Civil, embora esta última leve anos até que se conclua.

Por enquanto, uma das ajudas mais importantes que a Defesa Civil deve oferecer aos desabrigados é a psicológica, pois as pessoas afetadas sofrem com um “forte sofrimento que pode levá-las a crises e doenças posteriores”, ressalta Atkins.

“Também é preciso fazer o tratamento correspondente dos que estão a cargo da ajuda, que sofrem o trauma do que vêem, por isso devemos nos preocupar com que nosso pessoal esteja protegido neste aspecto”, disse.

No entanto, continuam as críticas à organização da assistência, sobretudo pela falta de coordenação para a atribuição de tarefas às equipes de socorro e ajuda médica, pois alguns tiveram que esperar todo um dia para começar a trabalhar, enquanto os atingidos esperavam com ansiedade.

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