As autoridades da Coreia do Norte libertaram hoje um trabalhador do Sul que estava retido há quatro meses e meio no complexo industrial de Kaesong, revelaram fontes do Governo de Seul à agência de notícias local “Yonhap”.
O trabalhador, que teve seu nome, Yu Seong-jin, enfim divulgado, foi entregue no complexo de Kaesong (Coreia do Norte) aos representantes da Hyundai Asan, filial da montadora sul-coreana Hyundai.
A libertação acontece depois de a presidente da empresa ter visitado Pyongyang esta semana para negociar a situação do funcionário.
O sul-coreano, de 44 anos, foi detido em 30 de março por criticar o regime da Coreia do Norte e supostamente incitar uma norte-coreana a desertar.
A mudança de atitude da Coreia do Norte chega depois de a presidente do grupo Hyundai, Hyun Jung-eun, ter ido na segunda-feira a Pyongyang para negociar a libertação do funcionário.
Hyun teve que prolongar sua estadia na capital norte-coreana por outros dois dias, com o objetivo de conseguir a libertação de Yu, que trabalhava no complexo de Kaesong para a Hyundai.
Ele foi entregue às 17h10 (5h10, Brasília) aos representantes da empresa Hyundai Asan e será levado em poucas horas à Coreia do Sul, segundo disse o porta-voz do Ministério da Unificação, Chun Hae-sung, citado pela agência “Yonhap”.
Os rumores sobre a possível libertação do trabalhador aumentaram quando o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton conseguiu soltar duas jornalistas americanas condenadas a 12 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte.
A Hyundai é a companhia mais importante no complexo de Kaesong, onde cerca de 100 empresas sul-coreanas empregam 40 mil norte-coreanos desde 2004. O lugar é considerado um símbolo da cooperação entre as duas Coreias.