A Justiça peruana concedeu hoje liberdade condicional à americana Lori Berenson, que cumpriu 15 dos 20 anos de prisão a que foi condenada pelo crime de terrorismo, por seu envolvimento com o Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA).
A juíza Jessica León Yarango comunicou, em sessão pública, a decisão e ordenou a imediata libertação da americana, mas não está claro se ela poderá deixar a prisão hoje mesmo.
Em sua resolução, a juíza decretou que Lori não poderá deixar o Peru, nem ter contato com pessoas condenadas por terrorismo.
A americana assinou a resolução judicial depois de comunicar seu total acordo sem sequer consultar seu advogado.
Lori cumprirá o restante de sua pena no Peru, com a obrigação de comparecer periodicamente perante as autoridades judiciais, e se dedicará a trabalhos de tradução e estudos, segundo sua defesa.
A concessão de liberdade condicional à americana foi precedida de polêmica, pois, em outubro, entrou em vigor uma lei que nega benefícios penitenciários a acusados por crimes de terrorismo.
Junto ao Sendero Luminoso, o MRTA foi um dos principais grupos guerrilheiros do Peru, mas abandonou totalmente a luta armada.