A União Europeia (UE) deseja seguir evoluindo no diálogo político com Cuba, cure apesar de constatar os problemas da ilha sobre direitos humanos.
Os ministros de Exteriores da UE aprovaram formalmente a decisão que revisa a política do bloco com a ilha, que inclui a manutenção das conversas e a insistência na libertação dos presos políticos, além da melhora dos direitos humanos.
Os países europeus avaliam sua relação com Cuba todo mês de junho, de acordo com a chamada “posição comum” de 1996, documento ratificado pelos 27 países-membros da UE em favor de uma democracia pluralista e do respeito aos direitos humanos e que rege as relações do bloco com a ilha.
Apesar da disposição, o conselho reconhece que está “seriamente inquieto pela falta de progressos na situação dos direitos humanos em Cuba, particularmente no âmbito dos direitos civis e das reformas políticas”.
Cuba e o bloco europeu retomaram contato aos poucos, em outubro, mas ainda não normalizaram seus vínculos.
Em reunião com a UE mês passado em Bruxelas, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, assegurou que a ilha “está disposta” a normalizar as relações, mas explicou que a postura comum, que chamou de “obsoleta e unilateral”, é um “empecilho” para esse processo.
A decisão será revisada em junho de 2010, ao término da Presidência semestral espanhola da UE.