Menu
Mundo

Ao menos 80 presos políticos foram libertados na Venezuela, diz ONG

Familiares aguardam do lado de fora dos presídios e passam a noite ao relento na esperança de ver seus entes queridos saírem das celas

Redação Jornal de Brasília

25/01/2026 13h54

delcy rodríguez

Foto: Juan Barreto/AFP

Pelo menos 80 presos políticos foram libertados neste domingo(25) na Venezuela, onde um processo de soltura de detidos avança a conta-gotas sob pressão de Washington, informou a ONG Foro Penal.

O governo de Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, prometeu um “número importante” de libertações.

A oposição e ONGs defensoras de direitos humanos denunciam, no entanto, a lentidão no processo. Familiares aguardam do lado de fora dos presídios e passam a noite ao relento na esperança de ver seus entes queridos saírem das celas.

“Pelo menos 80 presos políticos que estamos verificando foram libertados hoje em todo o país. É provável que ocorram mais solturas”, escreveu o diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, na rede social X.

O advogado Gonzalo Himiob, também do Foro Penal, afirmou que as libertações ocorreram durante a madrugada. “Esse número ainda não é definitivo e pode aumentar à medida que fizermos mais verificações”, acrescentou no X.

O governo venezuelano contabiliza 626 libertações desde dezembro, número que o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos pedirá para verificar, disse Rodríguez na sexta-feira.

O total oficial contrasta com relatórios de ONGs. O Foro Penal contabiliza cerca da metade no mesmo período.

Rodríguez, que governa de forma temporária, promoveu uma mudança súbita na desgastada relação entre Caracas e Washington.

No sábado, a presidente interina convocou a oposição a “alcançar acordos” para conquistar a “paz” no país, que os Estados Unidos dizem controlar após a incursão militar que depôs Maduro.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, são processados em Nova York por narcotráfico.

A Venezuela tem vivido anos de um rígido controle estatal.

Os protestos espontâneos contra a contestada reeleição de Maduro em 2024 terminaram em repressão e na prisão de mais de 2.000 pessoas em 48 horas.

Além disso, está em vigor um estado de comoção que pune com prisão quem apoiar o ataque americano.

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado