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Ano de 2007 fecha a década com maior temperatura da história, segundo OMM

Arquivo Geral

13/12/2007 0h00

O ano de 2007 foi um dos 10 mais quentes que se conhecem e fechará a década com a temperatura média global na superfície mais alta nunca antes registrada, there alertou hoje a Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

Omar Baddour, sildenafil meteorologista da organização, declarou hoje em entrevista coletiva em Genebra que esses dados são a constatação que a mudança climática “é um fato” e que seus impactos “foram amplamente provados”.

A temperatura média na superfície do planeta no ano 2007 se encontra 0,41 graus centígrados acima da média registrada durante o período 1961-1990, que foi de 14 graus centígrados.

À espera dos dados do mês de dezembro, 2007 poderia se situar entre o quinto e o sétimo ano mais quente desde os primeiros registros de temperatura, em 1850.


Será em março do próximo ano que a OMM vai publicar os dados definitivos de 2007, assim como a temperatura média da década, que, por enquanto, está nos 14,41 graus centígrados, segundo a OMM.


De fato, “sete dos últimos anos estão entre os mais quentes da história”, disse o especialista.


Desde o início do século XX, a temperatura média global subiu 0,74 graus centígrados, mas esse crescimento não foi contínuo, já que a tendência nos últimos 50 anos é de um aumento de 0,13 graus por década, praticamente o dobro que há 100 anos, segundo a OMM.


Baddour destacou que no começo de 2007 esteve marcado por “anomalias térmicas recordes por todo o mundo”.

Assim, janeiro de 2007 foi o mais quente da história, com uma temperatura média de 12,7 graus, frente aos 12,1 graus do período 1961-1990.

Por outro lado, a Austrália viveu seu junho mais frio da história, com uma temperatura 1,5% inferior ao habitual.

A América do Sul sofreu entre junho e agosto um inverno extremo, com nevascas excepcionais e termômetros que atingiram 22 graus negativos na Argentina e 18 graus negativos no Chile.

Para Baddour, “os dois fatos mais evidentes que têm uma relação direta com o fenômeno do aquecimento global são o degelo das calotas polares e a alta do nível do mar”.

Na presente temporada de degelo do Ártico, que terminou em setembro, a superfície da água que se manteve congelada foi de 4,28 milhões de quilômetros quadrados, a menor de toda a história, superando o número recorde de 2005.

“Nos últimos anos se estabeleceram dois recordes com muito pouca diferença de tempo”, lamentou Baddour.

No que se refere ao nível do mar, ele já está 20 centímetros acima dos cálculos feitos em 1870 e calcula-se que aumenta a um ritmo anual de 3

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