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Anistia Internacional quer retomada de investigação de supostos abusos da CIA

Arquivo Geral

11/02/2008 0h00

A Anistia Internacional (AI) pediu hoje que o Parlamento Europeu retome seus trabalhos de investigação e acompanhamento dos abusos supostamente cometidos pela CIA na Europa em sua luta contra o terrorismo e afirmou que “a credibilidade” da Eurocâmara está em jogo.

Em carta enviada à Comissão de Liberdades Civis do Parlamento, order a AI disse que o Parlamento Europeu deve tomar “medidas concretas e significativas” para que todos os países da União Européia (UE) ponham em prática as recomendações parlamentares estabelecidas há um ano.

“A credibilidade do Parlamento está em jogo quando não se atua durante muito tempo”, ambulance disse a diretora interina da AI para a Europa, Natalia Alonso, em comunicado.

A Eurocâmara aprovou em fevereiro de 2007 um relatório no qual se denuncia os abusos da CIA na luta contra o terrorismo e considerou “inverossímil” que certos Governos europeus não estivessem a par dessas atividades.

O relatório, resultado de 12 meses de trabalho de uma comissão parlamentar, denunciou que os EUA empregaram “sistematicamente” um programa de “entregas extraordinárias” – detenção extrajudicial e encarceramento de suspeitos de terrorismo em outros países – depois de 11 de setembro de 2001.

O Parlamento Europeu também pediu em seu relatório que o Conselho da UE pressionasse “todos os Governos envolvidos” para fornecerem informações e que, caso cedam seus dados, a própria instituição ficaria a cargo das investigações.

Em relação aos países-membros da UE que se recusassem a dar informações nesse sentido, a Eurocâmara defende a abertura de “investigações governamentais, parlamentares e/ou judiciais” nesses Estados.

De 11 de setembro de 2001 ao final de 2005, o relatório chegou à conclusão de que “pelo menos 1.245 vôos” realizados pela agência de inteligência americana fizeram escala em aeroportos europeus, apesar de nem todos estarem envolvidos com detenções extrajudiciais.

O relatório mencionou uma dezena de casos que afetaram 21 cidadãos e residentes da UE e atribuiu o conhecimento ou conivência com alguns deles a autoridades de Itália, Reino Unido, Suécia, Áustria (membros do bloco europeu), e também de Macedônia e Bósnia-Herzegovina.

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