A Anistia Internacional (AI) acusou o líder supremo da Revolução Iraniana, treat o aiatolá Ali Khamenei, see de “legitimar a brutalidade” policial no discurso pronunciado hoje em Teerã.
“Estamos muito preocupados com as declarações do aiatolá Khamenei que parecem dar sinal verde às forças de segurança para que reprimam violentamente a manifestantes que exercem seu direito a protestar e expressar seus pontos de vista”, disse Hassiba Hadj Sahraoui, subdiretor do programa para o Oriente Médio da AI.
“Se nos próximos dias muita gente for para as ruas manifestar seu protesto, tememos que se exponham a detenções arbitrárias e ao uso excessivo da força, como ocorreu em dias passados”, acrescentou.
“Que um chefe de Estado responsabilize pelas possíveis consequências em matéria de segurança manifestantes pacíficos e não as próprias forças de segurança constitui uma prevaricação e uma licença para eventuais abusos”, disse o funcionário dessa ONG humanitária, citado em comunicado.
A AI lembra ao Governo iraniano que o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos do qual Teerã é parte ampara expressamente o direito de reunião pacífica.
As forças da ordem “só devem fazer uso da força quando for estritamente necessário e na medida em que o requeira o cumprimento do dever”, afirma também a AI, segundo a qual aquelas “não devem usar suas armas de fogo a menos que seja inevitável e para proteger vidas”.
Em seu discurso de hoje, Khamenei voltou a respaldar a controvertida vitória eleitoral do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e qualificou de “inaceitável o desafio nas ruas”.
O líder supremo advertiu a oposição que “será responsável pelo caos” se continuar adiante com seus protestos.