A angolana Leila Lopes, de 25 anos, foi escolhida a nova Miss Universo, em cerimônia realizada na noite desta segunda-feira em São Paulo.
A Miss Brasil, Priscila Machado, ficou entre as cinco finalistas e acabou na terceira colocação.
Além de Priscila, Leila Lopes, uma estudante de administração de empresas, venceu na final a ucraniana Olesia Stefanko, a filipina Shamcey Supsup e a chinesa Luo Zilin.
Em suas primeiras palavras como soberana, a nova Miss Universo agradeceu a Deus pela escolha.
“Graças Deus, muito obrigado. Foi o que pedi. Realizei meu sonho, sou Miss Universo”, disse Leila, que sucede à mexicana Ximena Navarrete.
No total, 89 candidatas participaram da 60ª edição do Miss Universo, cuja cerimônia de eleição e coroação foi realizada no Credicard Hall, em São Paulo.
A nova Miss Universo afirmou já na madrugada desta terça-feira que quer trabalhar pelos necessitados da África e assegura que não teme ser vítima do racismo pelo fato de ser negra.
“Penso em trabalhar pelo meu continente. Como Miss Angola trabalhava com programas em favor das crianças desamparadas, de pessoas com aids e idosos”, manifestou Leila na primeira entrevista coletiva que deu como soberana.
A vencedora do concurso também falou sobre a questão do racismo: “Felizmente o racismo não me afeta. Acho que as pessoas racistas são as que têm de buscar ajuda por pensar dessa forma”, expressou a angolana.
Leila, que se definiu como uma pessoa “muito tímida”, chorou ao lembrar as mensagens de apoio que recebeu através do Facebook nos últimos dias e contou que desde menina sempre lhe disseram que tinha porte de rainha.
Leila agradeceu a todas as pessoas que acreditaram nela, em especial à primeira-dama de seu país, Ana Paula Lemos dos Santos, e disse que o reinado que acaba de ganhar dará a ela “a oportunidade de mostrar ao mundo o que Angola faz”.
A jovem expressou sua admiração pelo Brasil, país anfitrião da 60ª edição do Miss Universo, e disse que desde menina, esteve em “contato” com o gigante sul-americano “através das telenovelas”.