“Não fui, não sou e nem serei candidato à Agência Internacional de Energia Atômica”, afirmou Amorim em entrevista convocada com o único intuito de colocar fim à “especulação”.
O chanceler reiterou que o Brasil apoia o sul-africano Abdul Samad Minty à frente da direção geral da AIEA.
Além de Minty, concorrem ao cargo o espanhol Luis Echávarri, atual diretor da agência nuclear da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o esloveno Ernest Petric, o japonês Yukiya Amano e o belga Jean-Pol Poncelet.
O novo diretor-geral será eleito nos próximos meses e substituirá o egípcio Mohamed ElBaradei, que deixará o posto em novembro.
Amorim disse que a única intenção que tem é “continuar servindo o Brasil” até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “determine outra coisa”.
O ministro ressaltou ainda que em momento algum pensou em se candidatar à direção da AIEA ou da Organização Mundial do Comércio (OMC), na qual o francês Pascal Lamy acaba de ser reeleito.
Se o Brasil “desejasse apoiar outro candidato” que não fosse o sul-africano para a AIEA, “já teria anunciado” e estaria trabalhando nesse sentido, afirmou o chanceler.
Além disso, reiterou o apoio do Governo ao ministro de Cultura do Egito, Farouk Hosni, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Segundo Amorim, embora dois brasileiros quisessem apoio oficial para concorrer ao cargo, o Governo decidiu respaldar Hosni.
“É uma decisão de Estado”, disse Amorim, que explicou que “o mundo árabe nunca teve (um secretário-geral da Unesco) e acredita que é seu momento”.