O ministro das Relações Exteriores, sickness Celso Amorim, this web disse hoje não ver problemas no possível adiamento da escolha do secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que estava prevista para amanhã, mas que gerou divergências.
“Se for preciso adiar, que se adie. Embora não conversei sobre isso com nenhuma delegação”, disse o chanceler ao ser questionado sobre se o veto uruguaio à candidatura do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner pode gerar uma divisão dentro da Unasul.
Os chefes de Estado e de Governo dos 12 membros da Unasul aproveitarão a Cúpula da América Latina e do Caribe, que será realizada amanhã na Costa do Sauípe, para realizar uma reunião extraordinária e avançar em diferentes assuntos.
A possível escolha de Kirchner como secretário-geral do grupo criado em maio passado em Brasília foi vetada pelo Uruguai, que considera o ex-presidente argentino o principal responsável pela crise envolvendo uma fábrica de celulose.
“O cargo de secretário-geral está previsto no tratado da Unasul, mas o pacto não está em vigor já que ainda não foi ratificado por todos os países”, disse Amorim ao minimizar a importância de um possível adiamento da escolha.
“Não acho que (a divergência) cause problemas. Eu gostaria que estivesse resolvido, mas se não se resolve, não é nenhum problema”, acrescentou.
Amorim esclareceu que a reunião da Unasul será “lateral” frente às duas mais importantes de terça-feira, a do Mercosul e a da América Latina e do Caribe, e que, por isso, o que ocorrer nela dificilmente atrapalhará outras.