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Americano libertado no Afeganistão após mais de um ano de detenção chega aos Emirados

Dennis Coyle passou mais de um ano preso; libertação envolve autoridades afegãs, EUA e Emirados Árabes Unidos

Redação Jornal de Brasília

24/03/2026 15h22

Foto: WAKIL KOHSAR / AFP

Foto: WAKIL KOHSAR / AFP

Um americano libertado no Afeganistão após passar mais de um ano detido chegou aos Emirados Árabes Unidos nesta terça-feira (24), informou o Ministério das Relações Exteriores, horas depois de as autoridades talibãs anunciarem a libertação do linguista.

“Os Emirados Árabes Unidos acolheram a libertação de um cidadão americano que estava detido no Afeganistão, facilitando a sua transferência para os Estados Unidos, na presença de representantes das autoridades competentes de ambos os países”, afirmou o ministério.

Dennis Coyle, um linguista de 64 anos natural do Colorado, foi preso em janeiro de 2025 pelas autoridades afegãs, segundo a Fundação Foley, que defende a libertação de americanos feitos reféns ou detidos arbitrariamente no exterior.

Os Emirados Árabes Unidos facilitaram a libertação anunciada nesta terça-feira pelas autoridades talibãs.

O Ministério das Relações Exteriores afegão afirmou que a família de Dennis Coyle havia solicitado ao líder supremo do Afeganistão, por escrito, que lhe fosse “concedida clemência e que fosse libertado”.

“A Suprema Corte do Emirado Islâmico considerou seu período de detenção suficiente e ordenou sua libertação”, informou.

O anúncio foi divulgado após uma reunião entre o principal diplomata do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi; o enviado especial dos EUA ao Afeganistão, Zalmay Khalilzad; o embaixador dos Emirados em Cabul, Saif Mohammed Al-Ketbi; e um membro da família de Coyle.

Washington elogiou a notícia da libertação e pediu às autoridades que libertem os demais prisioneiros.

O governo dos Estados Unidos pede “o retorno imediato de Mahmood Habibi, Paul Overby e de todos os demais americanos detidos injustamente”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, em um comunicado.

Em 2025, cinco cidadãos americanos foram libertados pelas autoridades talibãs.

AFP

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