A corporação AMR, online controladora da companhia aérea American Airlines, visit this site anunciou hoje que no primeiro trimestre de 2008 registrou um prejuízo de US$ 328 milhões, frente a um lucro líquido de US$ 81 milhões obtido no mesmo trimestre do ano anterior.
Na mesma base de comparação, a perda por ação foi de US$ 1,32 frente a um ganho de US$ 0,30 por título no primeiro trimestre de 2007. A companhia justificou o mau desempenho como reflexo dos altos presos do combustível no período.
Embora tenha registrado perdas no período, a companhia contabilizou um aumento de 5% em sua receita de janeiro a março, que totalizou US$ 5,697 bilhões.
Os resultados da AMR estão em linha com as expectativas dos analistas de Wall Street, que previam uma perda por ação de US$ 1,32 e receita de US$ 5,72 bilhões.
O presidente e executivo-chefe da AMR, Gérard Arpey, qualificou de “decepcionantes” os resultados do primeiro trimestre do grupo.
No entanto, Arpey considerou que graças ao “trabalho duro nos últimos anos para conter os custos e fortalecer sua liquidez e seu desempenho, a empresa está agora melhor posicionada para resistir às incertezas atuais”.
O executivo também admitiu que “ainda há muito trabalho duro pela frente” e que os esforços continuarão.
Quanto aos gastos com combustível, que a empresa apontou como um dos principais fatores para seu prejuízo, o desembolso foi US$ 665 milhões maior do que no mesmo intervalo do ano passado, considerando o mesmo volume consumido.
A AMR pagou US$ 2,74 por galão (3,78 litros) de combustível de aviação no primeiro trimestre deste ano, frente aos US$ 1,85 por galão nos três primeiros meses de 2007, o que representa um aumento de 48%, precisou a companhia.
A companhia, com sede em Fort Worth (Texas), considera que os preços do combustível para aviação continuarão voláteis este ano e calcula que pagará US$ 3,01 por galão no segundo trimestre e no conjunto do ano US$ 2,98 por galão.
O executivo-chefe de AMR aproveitou a ocasião para pedir desculpas aos milhares de viajantes que foram afetados pelo cancelamento na semana passada de três mil vôos da American Airlines pela inspeção dos cabos elétricos de 300 aviões MD-80.
Ao explicar que os planos para substituir a frota de aviões MD-80 pelos mais eficientes Boeing 737-800 estão sendo adiantados, Arpey reiterou que a companhia continuará trabalhando com a Autoridade Federal de Aviação (FAA) dos EUA para demonstrar “o compromisso contínuo da firma pela segurança e o acatamento das normas (do setor)”.
O grupo também anunciou que chegou a um acordo para vender sua filial American Beacon Advisors para a Lighthouse Holdings pelo montante de US$ 480 milhões.