Estados Unidos, buy México e Canadá protestaram hoje de forma conjunta contra o veto imposto por mais de dez países à compra de carne de porco de nações onde foi detectada a gripe suína, e pediu a suspensão das restrições.
Em comunicado, os representantes de comércio dos três países ressaltaram que essas proibições “não têm justificativa científica” e violam as normas internacionais.
O diretor-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, insistiu hoje, em Genebra, em que comer carne de porco é seguro, pois não transmite a gripe suína, que já provocou 44 mortes no México e duas nos EUA, e infectou mais de 2 mil pessoas no mundo.
Na declaração conjunta, o representante de Comércio Exterior dos EUA, Ron Kirk; o ministro do Comércio Exterior do Canadá, Stockwell Day, e o titular da Economia do México, Gerardo Ruiz Mateos, alertaram que a restrição causará “transtornos sérios” ao comércio e um prejuízo econômico “significativo”.
Os ministros pediram aos Governos que impuseram o veto que suspendam a medida imediatamente, e advertiram que tomarão medidas “para prevenir a aplicação de ações injustificadas” contra suas exportações.
Esta semana, o México apresentou à Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido para que oito países expliquem as razões para proibir a compra de seus produtos suínos.
As nações apontadas na reclamação são Equador, Bolívia, Honduras, China, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Rússia e Azerbaijão. No comunicado de hoje, os ministros dizem que mais de dez países impuseram a proibição.