A recente ameaça da Al Qaeda contra o presidente dos Estados Unidos transforma em um pesadelo a segurança de George W. Bush na sua visita aos países árabes do Golfo Pérsico, approved a partir da sexta-feira, após sua viagem a Israel e Cisjordânia.
A presença de Bush na península arábica, apesar de ser bem-vinda pelos Governos da região, põe todos eles na mira da Al Qaeda, muito ativa no vizinho Iraque, pois representa mais um passo na aliança árabe com Washington, segundo analistas e diplomatas locais.
Bush visitará Kuwait, Barein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita entre 11 e 15 de janeiro e deve pedir às autoridades locais um maior apoio à política de Washington no Oriente Médio, principalmente no que se refere ao processo de paz árabe-israelense, e também contra o Irã.
Os países árabes intensificaram de maneira sem precedentes suas medidas de alerta, em coordenação com os organismos de segurança dos EUA, para prevenir eventuais atos terroristas.
A Al Qaeda, cujo principal objetivo é expulsar os “infiéis do Golfo”, divulgou no domingo um vídeo na internet no qual seu porta-voz americano Adam Gadahn, “Azzam, o Americano”, pedia a seus simpatizantes na região que recebessem o presidente dos Estados Unidos com “bombas e carros-bomba”.
O FBI afirmou que analisa o vídeo em busca de pistas de possíveis atentados, e tudo indica que os Estados árabes visitados por Bush levam a ameaça a sério, apesar de nenhum deles ter comentado oficialmente a gravação.
“Um possível atentado, mesmo longe do local onde estaria o presidente Bush, abalaria a imagem do país onde ocorresse”, disse à Agência Efe um diplomata árabe que pediu para não ser identificado em Abu Dhabi.
Lembrou que a Al Qaeda tinha ameaçado atacar as instalações petrolíferas dos aliados de Washington no Golfo e alertou que a crescente pressão sobre a rede terrorista no Iraque e a presença de Bush na região podem servir de “pretexto” para que a organização ponha em prática suas ameaças.
Kuwait e Barein contam com bases militares americanas em seu território e em suas águas jurisdicionais. No entanto, não contam com a mesma capacidade de proteção da Arábia Saudita.
A situação é ainda mais preocupante no caso dos Emirados Árabes, que também não dispõe de uma grande capacidade para lutar contra os “carros-bomba”, apesar do grande controle de fronteiras feito por seus organismos de segurança.
Em 2006, diante das ameaças da Al Qaeda, Abu Dhabi decidiu criar uma força especial de Polícia para proteger as instalações petrolíferas e os pontos vitais do país, entre outras medidas de segurança que incluíram a expulsão de cerca de 300 mil residentes ilegais.