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Alto crescimento da China eleva previsões econômicas mundiais, diz FMI

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

O alto crescimento da China, que avançará 8,5% este ano e 9% em 2010, é um dos principais fatores para o fim da recessão mundial, embora o crédito excessivo em seu território também seja um risco, afirmou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em julho, o FMI tinha previsto que a economia chinesa cresceria 7,5% em 2009 e 8,5% em 2010, mas seu desempenho nos últimos meses melhorou suas expectativas.

Mesmo assim, o organismo emitiu uma chamada de atenção a respeito da expansão do crédito privado, que aumentou 24% na primeira metade do ano.

“Manter o crescimento do crédito a este nível leva ao risco de criar incentivos para um investimento excessivo, um aumento insustentável dos preços dos ativos e a piora da qualidade do crédito no sistema bancário”, afirmou o FMI, em seu relatório semestral Perspectivas Econômicas Mundiais, que divulgou hoje, em Istambul.

O organismo recomendou ao país colocar fim à expansão monetária “assim que houver sinais claros de que se garantiu a recuperação econômica”.

O FMI também afirmou que o programa de estímulo da China está ajudando seus vizinhos, pois potencializou suas importações de países como Indonésia e Coreia do Sul.

Mesmo assim, para que a recuperação mundial seja sustentável, o Fundo acredita que a China deve fomentar sua demanda interna e confiar menos na exportação, especialmente aos Estados Unidos, onde os consumidores provavelmente economizarão mais.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, disse hoje, em entrevista coletiva, que este ajuste requer uma valorização das moedas asiáticas.

Apesar de suas recomendações, o FMI acredita que o mais provável é que esse reequilíbrio de produção em nível mundial só será parcial, por isso prevê que o superávit por conta corrente chinês voltará a crescer.

Este ano, estima que subirá a 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e, em 2010, somará 8,6%, frente aos 11% de 2007.

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