A alta comissária da ONU, Navi Pillay, pediu hoje à comunidade internacional que apoie o relatório que condena os crimes e a impunidade durante a ofensiva israelense iniciada em dezempreo passado na Faixa de Gaza, assim como os ataques do Hamas, como resultado da investigação liderada pelo juiz sul-africano Richard Goldstone.
Dirigindo-se ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, que debate hoje esse relatório, Pillay pediu que sejam suspensas as restrições impostas por Israel à entrada de palestinos à Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém.
Essa medida “deve ser suspensa para que a comunidade palestina exerça seu direito ao culto”, disse.
Também denunciou que “a demolição de casas continua” em Jerusalém Oriental e reiterou o pedido de seu organismo para que “parem as ordenes de despejo e demolição de casas palestinas no território ocupado”.
Em relação a Gaza, expressou sua “consternação” por causa de o bloqueio desse território que continua, em detrimento da população e que “impede a entrada de materiais para a reconstrução das casas e da infraestrutura destruída durante os ataques militares israelenses”.
O CDH debate hoje, em Genebra, o relatório Goldstone, cujas conclusões foram rejeitadas por Israel, que acusou o jurista e as personalidades que colaboraram com ele em sua missão de ter realizado uma análise tendenciosa favorável aos palestinos.
No entanto, a direção do Hamas também criticou o documento, no qual este movimento radical – que governa Gaza – é acusado pelos ataques com foguetes contra áreas civis israelenses.