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Mundo

Aliados e inimigos dos EUA, alarmados com captura de Maduro na Venezuela

Operação dos EUA contra Maduro provoca condenações e pedidos de moderação ao redor do mundo

Redação Jornal de Brasília

03/01/2026 14h58

trump inauguration speech

Foto: AFP

A operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela para capturar seu presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3), alarmou toda a comunidade internacional, e tanto os aliados quanto os inimigos de Washington e Caracas expressaram sua preocupação.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que Maduro e sua esposa seriam levados a Nova York para enfrentar acusações federais após a operação que descreveu como “um programa de televisão”.

O governo venezuelano condenou a “gravíssima agressão militar” por parte de Washington e declarou estado de exceção.

Países como Rússia e Irã, que mantêm vínculos históricos com o governo de Maduro, se apressaram em condenar a operação, mas sua preocupação também foi compartilhada pelos aliados de Washington, entre eles França e União Europeia.

A seguir, um resumo das principais reações.

-China-

O Ministério das Relações Exteriores da China condenou o ataque como uma ameaça para “a paz e a segurança da América Latina e do Caribe” e denunciou o “comportamento hegemônico” dos Estados Unidos.

-Brasil-

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse no X que o ataque à Venezuela e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. Pediu à comunidade internacional, através das Nações Unidas, para “responder de forma vigorosa”.

-Rússia-

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu “firmemente” aos Estados Unidos “que reconsiderem sua postura e libertem” Maduro e sua esposa.

-México-

O Ministério das Relações Exteriores do México, condenou, em um comunicado, “energeticamente as ações militares executadas unilateralmente” contra a Venezuela.

– Colômbia –

O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.

A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna “imediatamente”.

– Chile –

O presidente em final de mandato do Chile, Gabriel Boric, fez um apelo “para buscar uma saída pacífica à grave crise que afeta” a Venezuela.

“A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo”, disse.

-Cuba-

Histórico aliado da Venezuela na região, Cuba denunciou um “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra a América.

-ONU-

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua preocupação pelo “respeito ao direito internacional”, segundo um porta-voz.

-Irã-

O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo e bombardeada por Trump no ano passado, condenou “firmemente o ataque militar americano”.

-União Europeia-

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu “moderação” e respeito ao direito internacional após conversar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

– Espanha –

A diplomacia da Espanha afirmou que o país está disposto “a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a atual crise”.

-França-

A França condenou a operação americana por minar o direito internacional e afirmou que nenhuma solução para a crise da Venezuela pode ser imposta de fora.

– Alemanha –

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha declarou à AFP que o país estava “acompanhando muito de perto a situação na Venezuela e observando com grande preocupação as últimas notícias”.

– Itália –

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou “legítima a intervenção defensiva” dos Estados Unidos na Venezuela.

Embora tenha considerado que “a ação militar externa não é a via para pôr fim aos regimes totalitários”, segundo um comunicado.

-Reino Unido-

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que todos os países devem “respeitar o direito internacional” e acrescentou que o Reino Unido não participou de modo algum nesta operação.

-Panamá-

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, manifestou seu desejo por “um processo de transição ordenado e legítimo” na Venezuela.

-Guatemala-

“Fazemos um chamado para cessar qualquer ação militar unilateral e respeitar os princípios da Carta da Organização das Nações Unidas”, escreveu o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, no X.

-Argentina-

A operação dos Estados Unidos “significa a queda do regime de um ditador que vinha fraudando as eleições (…) E isso não é bom apenas para a Venezuela, mas também para a região”, disse o presidente argentino Javier Milei à LN+ .

-Equador-

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, escreveu no X: “A todos os criminosos narcochavistas chega a sua hora. A sua estrutura vai terminar de cair em todo o continente”.

– Evo Morales –

O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia “com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos.

“A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X.

– Senadores democratas –

O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm “interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”.

“Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.

Já o senador Ruben Gallego declarou que se trata de uma ação “ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.

© Agence France-Presse

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