Os seguidores do deposto ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra iniciaram hoje sua campanha de recolhimento de assinaturas para que lhe seja outorgado um perdão real e possa retornar ao país sem ser perseguido pela justiça.
Um dos líderes da opositora Aliança Democrática contra a Ditadura, Nattawut Sai-kua, anunciou antes de uma manifestação em Bangcoc que esperam conseguir até cinco milhões de rubricas para apoiar sua causa na capital e tradicional reduto do país.
O chefe do Executivo tailandês, Abhisit Vejjajiva, criticou o plano e lembrou que este tipo de indulto só pode ser solicitado pelo indivíduo em questão ou seus familiares.
A campanha para o perdão ameaça reavivar a disputa entre partidários e opositores de Shinawatra na Tailândia, que sofre uma profunda crise política há três anos por causa do confronto.
O Governo de Vejjajiva ordenou ontem às Forças Armadas vigiar o recolhimento de assinaturas, argumentando que o dever dos militares é defender a monarquia e o venerado rei Bhumibol Adulyadej.
Além disso, os meios de comunicação estatais receberam instruções para lembrar à população que utilizar com fins políticos a Família Real pode ser considerado um delito de altivez, castigado com uma pena máxima de 15 anos de prisão.
Shinawatra, atualmente em paradeiro desconhecido, governou a Tailândia de 2001 a 2006, quando foi derrubado por um golpe de Estado.