O Governo da Alemanha fez um novo apelo ao Irã pela libertação dos dois jornalistas que estão presos no país islâmico desde outubro, quando tentavam entrevistar o advogado e os filhos de Sakineh Mohamadi Ashtiani, mulher acusada de adultério e cumplicidade no assassinato de seu marido.
“Quero expressar minha confiança de que se possibilitará o encontro (dos jornalistas) com seus familiares neste fim de ano”, afirmou o ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, em entrevista ao jornal “Bild am Sonntag”, para o qual trabalham os repórteres.
Segundo a publicação, dois parentes dos detidos – a mãe de um e uma irmã do outro – viajaram na noite do dia 24 de dezembro a Teerã, já que as autoridades iranianas lhes haviam dado esperanças de que poderiam se reunir com eles no Natal.
No entanto, o encontro previsto para ontem foi cancelado de última hora, sob a justificativa de que os jornalistas não tinham sido transferidos de Tabris, onde estão presos, para a capital.
Fontes diplomáticas alemãs acreditam, no entanto, que a reunião será possível neste domingo.
Os dois alemães, um repórter e um fotógrafo, são acusados de entrada ilegal no Irã e de trabalhar no país sem credenciamento.