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Alemanha julgará nazista que ajudou a matar quase 28 mil judeus

Arquivo Geral

21/10/2009 0h00

A Justiça alemã aceitou hoje julgar o nazista ucraniano John “Ivan Nikolayevich” Demjanjuk, de 89 anos e acusado de cumplicidade na morte de 27.900 judeus.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Constitucional do país, que negou o pedido da defesa para que Demjankuk fosse solto e seu processo fosse suspenso.

O julgamento do acusado começará em 30 novembro. Para cancelá-lo, os advogados alegaram que Demjankuk já passou sete anos preso em Israel e que, na idade em que se encontra, seria impensável condená-lo a uma pena maior.

No começo do mês, um tribunal de Munique, no sul da Alemanha, já tinha anunciado a abertura daquele que, dentro do país, é considerado o último grande processo relacionado aos crimes do nazismo.

A Justiça alemã calcula que o julgamento de Demjanjuk terá 35 audiências. Salvo mudanças ou imprevistos, a sentença do nazista será anunciada em 6 de maio do ano que vem.

A Promotoria acusa o ucraniano de ajudar a matar 27.900 judeus no campo de extermínio de Sobibor, na Polônia. Demjanjuk, entregue pelos Estados Unidos à Alemanha em maio deste ano, teria trabalhado nas câmaras de gás e como guarda voluntário.

A defesa, por outro lado, diz que Demjanjuk nunca participou dos crimes do nazismo e foi vítima do Terceiro Reich.

O ucraniano migrou para os EUA em 1952, onde viveu tranquilamente até meados de 1970, quando Israel pediu sua deportação.

Julgado como “Ivan, o Terrível”, Demjanjuk foi condenado à prisão perpétua, mas Suprema Corte israelense anulou a pena em 1993, depois que os advogados de defesa apresentaram documentos provando que ele não era o famoso guarda nazista.

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