Um cidadão albanês morador de Nova York foi preso esta semana na cidade acusado de fornecer apoio material a um grupo terrorista islâmico do Paquistão, anunciou nesta sexta-feira (9) a Promotoria do Distrito Leste de Nova York.
Agron Hasbajrami, de 27 anos, foi detido na terça-feira (6) por agentes do FBI (polícia federal americana) no aeroporto internacional John F. Kennedy quando se preparava para embarcar em um avião com destino à Turquia. Ele comparecerá nesta sexta perante um juiz federal para a leitura das acusações, segundo detalhou comunicado do escritório da promotora Loretta Lynch.
De acordo com a acusação, o detido enviou mais de US$ 1 mil ao Paquistão para respaldar o grupo extremista, cujo nome não foi revelado, e foi acusado de dar apoio material a terroristas, um crime punido com pena máxima de 15 anos de prisão. Hasbajrami havia planejado viajar para uma região tribal do Paquistão para se unir a um grupo jihadista e trocou e-mails com um contato que lhe advertiu que essa organização estava envolvida em operações militares violentas e que maram tropas americanas.
Segundo a Promotoria, o detido respondeu a seu contato que queria viajar ao estrangeiro para se casar com as mulheres do paraíso, usando a retórica jihadista para expressar seu desejo de morrer como um mártir. Quando o contato no Paquistão lhe solicitou que arrecadasse fundos em Nova York para a causa terrorista entre a população muçulmana, o albanês respondeu que era difícil porque se sentem apreensivos quando escutam que é para a jihad (guerra santa).
Hasbajrami comprou em agosto uma passagem para voar primeiro à Turquia e daí ao Paquistão, mas semanas depois cancelou essa passagem, e comprou outra para viajar à Turquia no dia 6 de setembro desde Nova York, onde acabou sendo preso com uma barraca de campanha, botas e roupa de abrigo.
Posteriormente, foi realizada uma busca em seu domicílio em Nova York onde, entre outras coisas, se encontrou uma mensagem escrita na qual se podia ler: “Não espere a invasão, chegou a hora do martírio”.
“A vigilância das forças de segurança permitiu a captura de outro suposto aspirante a terrorista. Não pouparemos esforços para detê-los antes que ataquem”, concluiu a promotora Loretta Lynch.