Em declaração conjunta, divulgada na cúpula de chefes de Estado e do Governo de região ibero-americana, o bloco da Alba mostrou sua preocupação com as “informações do acordo complementar para a cooperação e assistência técnica em defesa e segurança entre os Governos da Colômbia e dos Estados Unidos”.
Além disso, rejeitaram “as motivações contidas no documento de justificativa do financiamento do projeto da base militar de Palanquero (Colômbia) e do documento do programa de construção militar do departamento da força aérea dos Estados Unidos (…) que evidenciam o verdadeiro objetivo imperial das bases”.
“A América Latina e o Caribe constituem uma zona de paz que deve estar livre da presença de bases e forças militares estrangeiras que atentam contra nossos povos, geram desconfiança, põem em perigo a paz, ameaçam as instituições democráticas e facilitam a ingerência hegemônica no continente”, destacaram.
Os membros da Alba pediram aos países da região que formem “uma ampla frente que se mantenha em alerta perante ações desestabilizadoras contra a soberania”, e pediram ao Governo colombiano que “desista do acordo militar com os Estados Unidos”, porque “favorece a política hegemônica deste país na região”.
O bloco da Alba é formado por Equador, Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Honduras, Dominica, São Vicente e Granadinas, e Antígua e Barbuda.