Delegados de cinco países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) defenderam hoje, na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), em Copenhague, a vigência do Protocolo de Kioto e pediram o pagamento da “dívida histórica” aos países em desenvolvimento.
Os Estados da Alba estão “completamente comprometidos” em conseguir um resultado ambicioso seguindo o caminho estabelecido na conferência de Bali, em 2007, e as duas vias de negociação, o Protocolo de Kioto e a da Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança Climática (UNFCCC), e não processos paralelos.
“É preciso assegurar que as negociações sejam transparentes e que o processo seja conduzido até o final por todos os países e não de fora. Enquanto for aberto e transparente, haverá um resultado positivo”, disse Claudia Salerno, do Ministério do Meio Ambiente da Venezuela.
Claudia pediu “legalidade no processo” e vontade por parte de todos os países e disse que “papéis de fora”, em referência à minuta de acordo da Presidência dinamarquesa que vazou há dois dias, não significam nem valem nada.
Os representantes de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua – cinco dos nove países que formam a Alba – pediram o reconhecimento de seus “direitos reais” e que a mudança climática seja enfrentada a partir de uma perspectiva mais ampla, que analise não só seus efeitos, mas também suas causas. Por isso, reivindicaram uma revisão do modelo de desenvolvimento econômico.
O delegado cubano, Pedro Luis Pedroso, negou que a China tenha contribuído para bloquear as negociações na capital dinamarquesa e lembrou que seu compromisso voluntário de reduzir emissões de gases estufa, tornado público antes da cúpula, significa, ao contrário, uma tentativa de fazer o processo avançar.
“Se alguém está obstruindo o processo não é a China nem os países em desenvolvimento”, afirmou Pedroso.