A América Latina precisa investir US$ 10 bilhões ao ano pela próxima década para tirar do escuro os 100 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso à energia, afirmou hoje, em Madri, o presidente da Comissão de Integração Energética Regional (CIER), Gabriel Argüello Ríos.
Em entrevista coletiva durante um encontro de altos executivos organizado pela CIER e a Associação Espanhola da Indústria Elétrica (Unesa), Argüello Ríos disse que o investimento previsto foi calculado considerando o ritmo de crescimento da demanda na região, que é de 5% ao ano.
“O acesso à energia nos países latino-americanos ainda é bastante distante do ótimo. Cerca de 20% da população não tem energia elétrica”, disse o presidente da CIER, órgão internacional que agrupa 230 empresas públicas e privadas da região ibero-americana.
Segundo Argüello Ríos, um dos problemas na América Latina é a falta de diversificação na matriz energética, que na região prioriza a energia gerada por hidrelétricas.
“Em outros casos, há problemas por insuficiência energética. Simplesmente, os planos de desenvolvimento estão atrasados frente ao crescimento da demanda e começa a haver racionamentos no fornecimento de energia”, acrescentou.
Para Argüello Ríos, a principal causa da falta de integração energética na América Latina é o fato de os países e seus sistemas não estarem interligados.
Por sua vez, o presidente da Unesa, Pedro Rivero, destacou que a interconexão é o elemento básico para uma integração física da energia, tal como a está em curso na Europa, que caminha para um mercado comum.