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A.Latina será uma das primeiras regiões a sair da crise, diz Ricardo Marino

Arquivo Geral

14/07/2009 0h00

A América Latina será “uma das primeiras regiões do mundo” a se recuperar da crise econômica, this web processo que começará a ser visualizado de forma mais clara a partir de 2010, stuff afirmou hoje, sale em Madri, o presidente da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban), o brasileiro Ricardo Marino.

“Acho que estamos bem situados para começar uma recuperação, que ficará mais clara a partir de 2010. Mas volto a repetir que esta será lenta e gradual”, disse Marino no encerramento de um encontro sobre o papel dos bancos na recuperação das economias ibero-americanas.

O executivo brasileiro destacou ainda que, embora a América Latina vá sofrer em 2009, sua retração ficará abaixo da média mundial.

Em sua participação no encontro, o presidente da Felaban, federação que agrupa mais de 500 bancos e entidades financeiras da América Latina, também pediu “prudência fiscal”.

“Não podemos perder o controle, gastar por gastar”, disse Marino numa conversa com jornalistas após o debate.

Para o brasileiro, também é importante pensar em investimentos que ajudem a dar sustentabilidade à recuperação econômica.

Ele admitiu ainda que há situações na região que preocupam a Felaban em matéria fiscal. Sem fazer sem nenhuma especificação, limitou-se a pedir que cada país seja “responsável com suas políticas fiscais” e não deixe “um problema para o próximo Governo”.

No caso do México, o país da América Latina que mais será afetado pela crise econômica este ano, o presidente da Felaban afirmou que as autoridades desse país têm “intenções de fazer o melhor” para que a economia mexicana seja contaminada de forma “muito dramática” pela economia americana.

Na opinião de Marino, os bancos latino-americanos “estão muito bem capitalizados; em média, o dobro do que é requerido pelo (acordo da) Basiléia. Também estão muito bem cobertos para a crescente inadimplência, e muito bem administrados em termos de risco”.

“Aprendemos muito com as crises de volatilidade do passado e vemos que os bancos hoje são parte da solução, e não do problema”, acrescentou o brasileiro, para quem o maiores riscos agora são “a complacência” e “achar que não é preciso ficar atento”.

Outro ponto lembrado foi que, na região latino-americana, não houve “quebras de instituições financeiras” nem “ativos podres nos balanços dos bancos”. Por conta disso, afirmou o presidente da Felaban, os bancos na América Latina estão “numa posição privilegiada”.

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