A rede terrorista Al Qaeda enfrenta uma pressão maior que nunca no Paquistão, assegurou nesta terça-feira o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu discurso sobre o Estado da União.
Em sua alocução anual diante da Câmara de Representantes e do Senado, na qual expõe suas prioridades legislativas para o ano e que nesta ocasião foi centrada em questões econômicas, Obama abordou ainda a política externa para lembrar que os EUA cessaram a presença de suas tropas de combate no Iraque e prepara-se para começar em julho a retirada do Afeganistão.
“O compromisso dos EUA foi cumprido: a Guerra do Iraque está chegando ao seu final”, declarou o presidente americano sobre o conflito no país asiático.
Sobre o Afeganistão, Obama indicou que “cada vez menos afegãos encontram-se sob o controle dos insurgentes”. “Este ano colaboraremos com cerca de 50 países para começar a transição para um comando afegão. E em julho começaremos a trazer nossos soldados para casa”, acrescentou.
O líder dos EUA assegurou também que “a liderança da Al Qaeda encontra no Paquistão uma pressão maior que em qualquer momento desde 2001” e que foi reduzido o número de refúgios com os quais contava na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
“Não descansaremos, não titubearemos e os derrotaremos”, prometeu o presidente americano.
Em seu discurso, mencionou também entre as conquistas de sua política externa a aprovação no Senado de um acordo de desarmamento nuclear com a Rússia, o Start, assim como os esforços americanos para garantir a segurança dos materiais nucleares em todo o mundo.