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Mundo

Al Qaeda condena conferência de Annapolis e acusa países árabes de traição

Arquivo Geral

14/12/2007 0h00

O número dois da organização terrorista Al Qaeda, discount o egípcio Ayman al-Zawahiri, more about condenou em uma gravação divulgada hoje a conferência de paz de Annapolis (EUA), e acusou os países árabes que participaram do encontro de trair e vender o povo palestino.

Em uma gravação de áudio, cuja autenticidade não pôde ser confirmada e que foi divulgada através de um site utilizado normalmente pela organização, Zawahiri qualificou o acordo alcançado na conferência de “uma traição para vender a Palestina” e entregá-la a Israel.

Zawahiri critica os líderes árabes que se sentaram junto ao presidente americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, por participar de “um dos capítulos da cadeia de períodos que têm como objetivo a venda da Palestina”.

O líder terrorista critica especialmente o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa; o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas; o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdelaziz.

Zawahiri pede ainda que os mujahedins (combatentes da guerra santa) não abandonem o povo palestino e que o defendam “com todos os meios a seu alcance”.

Também pede que os “irmãos palestinos” unam-se sob o estandarte do islã e no caminho da guerra santa “contra o inimigo cruzado-sionista”.

Zawahiri se dirige ao Egito e à comunidade islâmica deste país, assim como aos membros dos grupos radicais que estão renunciando ao uso das armas, para perguntar “onde está seu papel para deter o ataque contra o islã e os muçulmanos e para lutar contra os sionistas (israelenses)”?

Na gravação, qualifica o Egito de “regime agente” de Israel e dos EUA e pede que a população local enfrente Mubarak, que quer a participação do povo “no cerco imposto aos irmãos palestinos”.

O islamita de origem egípcia se dirige a todos os muçulmanos para que sigam na luta pelo caminho de Deus e não se deixem enganar pela “conspiração” da conferência de Annapolis.

O braço direito de Osama bin Laden também disse ainda, em referência aos islamitas revisionistas que querem abandonar a violência, que a Al Qaeda não renunciará a Al-Andalus (Espanha), Ceuta e Melilla.

A gravação, que tem duração aproximada de 20 minutos, foi editada pela produtora islamita As-Sahab, encarregada de transmitir as mensagens da rede terrorista.

Atualizado às 15h10.

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