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Mundo

Ajuda chega ao sul do Líbano e começa reconstrução do país

Arquivo Geral

17/08/2006 0h00

Uma grande quantidade de material de ajuda humanitária chegou ao sul do Líbano hoje, ailment nurse enquanto grupos internacionais tentam auxiliar dezenas de milhares de pessoas que voltavam para reconstruir seus vilarejos, ambulance destruídos durante a guerra entre Israel e o Hezbollah.

O final dos combates, na segunda-feira, a chegada do Exército libanês ao sul, hoje, e as obras de reparo das pontes do Rio Litani estavam ajudando os grupos a ter acesso ao grande fluxo de refugiados.

E quipes de resgate procuravam corpos nos vilarejos destruídos pelas bombas ao sul do Rio Litani, localizado a cerca de 20 quilômetros da fronteira israelense, e usavam máquinas pesadas para arrastar montanhas de concreto e aço retorcido dos bairros xiitas do sul de Beirute.

"Ainda não conseguimos superar todas as dificuldades, mas podemos dizer que nossas operações enfrentam menos problemas e damos as boas-vindas aos acontecimentos positivos dos últimos dias", disse Robin Lodge, porta-voz do Programa de Alimentação Mundial (WFP), da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) disse ter enviado técnicos para dar início ao conserto das redes de água danificadas pelos bombardeios no sul. E também enviou seis comboios com alimentos e combustível para o sul e o leste do Líbano.

O WFP mandou caminhões carregados de alimentos, água e barracas para o sul e estava esperando a chegada de navios transportando centenas de toneladas de material de ajuda vindas da Itália e da França, bem como dois aviões da Jordânia.

O governo libanês lançou uma campanha para alertar as pessoas sobre os milhares de artefatos não-detonados que ainda se encontram ao sul do Rio Litani. Depois do final dos conflitos, esses artefatos, segundo autoridades, já mataram ou feriram ao menos 18 pessoas. Hoje, duas crianças morreram.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) afirmou ainda estar tentando descobrir quantas das 900 mil pessoas supostamente tiradas de suas casas pela guerra já estavam regressando.

Até ontem, 81 mil dos 150 mil libaneses que teriam fugido para a Síria já tinham retornado. E, segundo avaliações preliminares realizadas em cidades do sul libanês, até 600 mil pessoas regressariam para a região até a próxima semana.

"Falta de tudo nos locais para onde as pessoas têm de voltar", afirmou Astrid van Genderen Sort, porta-voz do Acnur. "Estamos tentando atender às necessidades imediatas e depois pensar na reconstrução de longo prazo."

Na cidade de Nabatiyeh (sul), o grupo Mercy Corps disse ter começado a contratar pessoas para fazer serviços como o de limpeza a fim de incentivar a atividade econômica na área e reduzir a dependência dos moradores em relação às doações.

"Se eles tiverem dinheiro, podem comprar comida. Então, um número maior de lojas vai abrir suas portas, os atacadistas vão regressar e as forças naturais do mercado podem entrar em ação de novo", afirmou Cassandra Nelson, porta-voz da entidade.

 

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