< !--StartFragment -- >A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) concedida pelos países ricos caiu 8, click 4% em 2007 em relação ao ano anterior, viagra buy até representar uma média de apenas 0,28% de seu Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos compromissos internacionais.
O Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou hoje em Tóquio seu último relatório anual.
A apresentação do documento ocorreu na véspera da reunião dos ministros de Desenvolvimento do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia), que acontecerá na capital japonesa.
Entre os dados que o documento inclui destaca-se que a Espanha, com um aumento de 33,8%, até US$ 5,744 bilhões, é o país que mais aumentou sua ajuda ao desenvolvimento e mantém sua tendência de alta, enquanto o Japão, segunda maior economia do mundo, reduziu fortemente sua contribuição.
O Japão, até então o terceiro maior doador internacional, caiu pela primeira vez em 35 anos para o quinto lugar, atrás de Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido, com um corte de 30% em sua ajuda pública ao desenvolvimento em 2007, com um total de US$ 7,691 bilhões, contra US$ 11,187 bilhões no ano anterior.
O contraste entre os dois países é mais evidente se comparado aos percentuais de contribuição do PIB em 2007: 0,41% no caso da Espanha (0,32% em 2006) e 0,17% no Japão (0,25% no ano anterior).
No ano passado, os 22 grandes doadores que formam o CAD forneceram uma contribuição de US$ 103,7 bilhões ao desenvolvimento em termos reais, abaixo dos US$ 104,412 bilhões de 2006.
Como conseqüência, a assistência ao desenvolvimento representou em 2007 uma média de 0,28% do PIB dessas nações, também menor do que a de 0,31% do ano anterior.
Por países, no entanto, a contribuição da renda nacional bruta oscilou entre o 0,93% da Suécia, tradicionalmente o país mais comprometido com a APD – mas cuja ajuda caiu em relação ao 1,02% de 2006 – e o 0,16% de Grécia e Estados Unidos, também abaixo de seus baixos níveis do ano anterior.
Como já ocorreu em 2006, a principal razão da evolução negativa na ajuda ao desenvolvimento por parte dos países ricos foi o cancelamento em massa da dívida externa de Iraque e Nigéria, apesar de ter representado um leve aumento para o resto da APD.
Assim, o relatório da OCDE conclui que a maioria dos 22 grandes doadores não está “no caminho” de alcançar seus compromissos internacionais e devem, portanto, realizar “aumentos sem precedentes” para obtê-lo em 2010.
Segundo a OCDE, que analisou os planos dos doadores até então, ainda faltam US$ 34 bilhões para atingir os US$ 130 bilhões propostos como meta para 2010.
Este objetivo de contribuição ao desenvolvimento foi traçado na cúpula do G8 em Gleneagles de 2005 (de acordo com a cotação da moeda americana em 2004, pois agora seriam US$ 38 bilhões).
Os dados do relatório são especialmente duros com o Japão, superado por Alemanha e França no ranking de principais países doadores, justamente quando quer dar este ano à sua Presidência do G8 um viés de compromisso com a ajuda ao desenvolvimento.
O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, admitiu hoje que a redução da APD cria uma “situação muito grave” e que considerará um possível aumento orçamentário para a assistência ao desenvolvimento em junho.
A Comissão Européia (CE) advertiu hoje de que a tendência de baixa registrada em 2007 na APD da União Européia (UE) e do conjunto de países ricos coloca em risco os Objetivos do Milênio de luta contra a pobreza.
O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, alertou em comunicado que esta tendência não permite cumprir os objetivos de luta contra a pobreza estabelecidos pela ONU.
“Precisamos de mais dinheiro para reduzir pela metade a extrema pobreza, fornecer educação básica a todas as crianças e melhorar outras condições de vida das pessoas”, afirmou Barroso.
A CE prevê apresentar na próxima quarta-feira um relatório no qual proporá que cada Estado da UE adote um “plano multianual” onde fixe os aumentos da ajuda que pretenda realizar a cada ano até alcançar o objetivo de 0,7%.